07
Fev-2016

Ilha do Sol, Bolívia

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A Ilha do Sol está localizada em pleno lago Titicaca (no lado boliviano), a mais de quatro mil metros de altitude. Com uma superfície de 14,3 quilómetros quadrados, é a maior ilha deste que é considerado o lago navegável mais alto do mundo. Originalmente conhecida como “Isla Titicaca”, foi considerada como um lugar sagrado pelos Incas, que aqui se reuniam para dedicar as suas orações ao Deus Sol. E ainda hoje está incluída entre os mais importantes centros energéticos do planeta.

Para chegar à ilha, deves passar primeiro pela cidade boliviana de Copacabana, uma pequena povoação com todo o tipo de serviços e instalações e onde poderás passar alguns dias relaxados antes de partir para o seguinte destino.

Aqui encontrarás uma grande variedade de restaurantes, mas o prato forte da região é, sem dúvida, a truta salmonada, pescada nas águas do Titicaca. Tens também à tua disposição uma grande quantidade de hotéis, mas a grande maioria dos visitantes opta por tomar o barco directamente para a Ilha do Sol e passar aí alguns dias completamente isolados da civilização. Ou talvez a palavra “completamente” seja um pouco exagerada…

A chegada à Ilha do Sol

Actualmente a ilha está habitada por três comunidades: os Yumani na parte Sul, os Challa no Centro e os Challampa na zona Norte, onde se encontram os mais importantes vestígios arqueológicos e que seria a nossa porta de entrada a este lugar pleno de misticismo.

A viagem em barco de Copacabana até ao Norte da ilha demora cerca de duas horas (são cerca de 15 quilómetros que podem ser intermináveis se sofres do mal de altura e tens estômago sensível). Quando chegas és recebido por uns quantos guias locais que para além de cobrar-te imediatamente a taxa turística de acesso a este paraíso natural (5 Bs = 0,50€), te oferecem também os seus serviços para uma visita guiada pela ilha. Nós só tínhamos duas horas até ao regresso do nosso barco pelo que aceitámos a oferta. E assim conhecíamos ao senhor Juan, um habitante da ilha (de etnia Challampa) com traços duros e um acentuado sotaque (difícil de entender), que acabaria por conquistar-nos a todos com as suas fantásticas histórias e lendas locais.

guiailhadosol

O senhor Juan, o nosso guia, é um habitante da ilha do Sol de etnia Challapampa

Uma viagem no tempo

A visita começou pelo pequeno museu local de Challapampa, e aqui começava também uma viagem no tempo, até à época em que a ilha era habitada pelos Incas… E se olhas ao teu redor, ficas com a impressão de que o lugar não terá mudado muito desde essa época. Ainda hoje os únicos meios de transporte existentes são as lamas e os burros, e as casas podem contar-se com os dedos das mãos. E se não fosse pelos socalcos construídos pela mão do Homem para a prática da agricultura (a principal actividade da ilha, para além da criação de gado e do turismo) quase poderíamos dizer que a Natureza aqui parece praticamente intocada.

Ao longo de toda a ilha vais encontrando importantes núcleos arqueológicos, mas o mais importante é, sem dúvida, a “rocha sagrada”, onde supostamente teve origem a civilização Inca. Contam as lendas locais que foi aqui que o pai Sol, Viracocha, chocado com as más condições em que viviam os homens, ordenou a Manco Capác e a Mama Ocllo que viajassem até ao Norte e que fundassem uma cidade, onde os “pobres humanos” pudessem viver melhor. E assim nascia a cidade de Cuzco e começava aqui aquele que viria a ser o Império Inca.

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A rocha sagrada, onde de acordo com as crónicas locais teve origem o Império Inca. Observando com atenção é possível observar um rosto desenhado na rocha.

Atravessar a ilha seguindo os passos dos Incas

Para ter uma visão global da ilha é recomendável realizar a pé o caminho Inca que atravessa desde Challapampa até ao Sul, a Yumani. Para isso deves pagar uma outra taxa de acesso, já que entrarás noutra zona da ilha que é administrada por uma comunidade distinta (o preço ronda os 15Bs = 1,60€). São cerca de nove quilómetros de distância que, dependendo do estado físico de cada um, poderá ser realizado em mais ou menos três horas. Um esforço mais que recompensado pelas paisagens que irás encontrando pelo caminho!

Depois de chegar à parte Sul da ilha chega o momento de regressar a Copacabana. Esta vez não tivemos oportunidade de passar uma ou mais noites na ilha, mas fica a vontade de regressar e de desfrutar de uns dias de completa tranquilidade neste lugar absolutamente mágico!

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  2. Fim-de-semana em Puno, PerúRoadMoving /

    […] Depois de passear pelas ruas do centro, de explorar o seu colorido e ruidoso mercado e de saborear um almoço baratíssimo (com truta salmonada e arroz), dirigimos-nos novamente à Praça de Armas para observar aquele que é o grande desfile em homenagem à padroeira da cidade, a Virgem da Candelária. E entre diabos, músicos e animadas bailarinas vestidas a rigor, passámos as últimas horas antes de partir em direção à fronteira com a Bolívia. Próxima paragem: Ilha do Sol, Copacabana. […]

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