02
Fev-2016

Ilhas Ballestas: as galápagos dos pobres

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Fiquei a saber da existência das Ilhas Ballestas graças ao blogue de viagens de um amigo, Xixerone. E achei tanta graça ao artigo que de imediato as coloquei na lista dos lugares a visitar durante a nossa viagem ao Peru. E é que a ideia de ver pinguins e lobos marinhos a pouco mais de três horas de Lima parecia-me demasiado interessante como para ser colocada de lado…

Para chegar às Ilhas Ballestas tens que passar primeiro por Paracas, uma pequena cidade costeira muito procurada por turistas nacionais pelo seu clima agradável, pela sua bela e extensa praia e pela deliciosa gastronomia da região, caracterizada pela abundância de mariscos e peixe fresco. E se a isto acrescentamos a enorme variedade da sua fauna e flora, com diversas espécies protegidas e integradas na Reserva Nacional de Paracas e na Reserva Nacional das Ilhas Ballestas, temos um lugar de enorme interesse paisagístico e natural que sem dúvida merece uma visita.

Como chegar a Paracas?

Paracas significa “chuva de areia” em quechua (Para = chuva + Aco = areia) e está localizada a 261 quilómetros a Sul da capital do Peru. A viagem em autocarro desde Lima até esta pequena cidade portuária dura 3h30 e custa cerca de 55 Soles Peruanos (pouco mais de 14 Euros por trajeto), com a Cruz del Sur, a empresa com a qual viajámos. Os autocarros são confortáveis e o preço inclui uma refeição simples a bordo. Não podíamos pedir mais.


Chegados a Paracas, e tendo já o hotel reservado previamente desde Barcelona, a primeira coisa que fizemos foi investigar e comparar os preços das excursões às ilhas e praias da região com as diferentes agências. Depois de negociar um pouco conseguimos um preço ligeiramente mais baixo com os responsáveis do nosso hotel. E já estava. No dia seguinte, e por cerca de 30 Euros por pessoa, abandonávamos terra e partíamos numa lancha em direção às Ilhas Balhestas.

entre CANDELABROS E pinguins

A viagem em barco desde a costa de Paracas até às ilhas dura cerca de meia hora. Pelo caminho vais observando autênticos mistérios da natureza, como o famoso Candelabro desenhado na areia e que o vento nunca se atreveu a apagar. Ninguém sabe bem qual a origem deste geoglifo de grandes dimensões que atualmente é utilizado como referência para navegantes, mas há teorias que o relacionam com a cultura Paracas, responsável também pelas misteriosas Linhas de Nazca. Há também quem o relacione com a época da conquista espanhola ou mesmo com a simbologia da Maçonaria.

Ainda com o mistério por desvendar, chegas finalmente às ilhas e deparas com um espectáculo deslumbrante. À tua frente, e a poucos metros de distância, podes observar diversas colónias de pinguins de Humboldt (atualmente em perigo de extinção), centenas de aves e famílias de lobos marinhos, entre outros mamíferos. O espectáculo visual e auditivo é inigualável e dá vontade de aproximar-se mais e mais. Mas esta é uma zona protegida, há que recordá-lo, e estas visitas turísticas estão bastante controladas pelas autoridades de forma a evitar que este ecossistema único no mundo se veja afectado pelo turismo massivo.

Assim que depois de duas horas de circuito regressávamos ao cais de Paracas e iniciávamos a segunda parte da nossa excursão: íamos agora percorrer a Reserva Natural de Paracas e descobrir os seus segredos ocultos.

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  1. Viagem pelo Perú e BolíviaRoadMoving /

    […] quilómetros das famosas linhas de Nazca. Antes de viajar tínhamos lido alguns artigos sobre as Ilhas Ballestas que nos tinham impressionado, pela beleza das paisagens e pela variedade da sua fauna (com lobos […]

  2. Reserva Natural de Paracas, PerúRoadMoving /

    […] da visita às Ilhas Ballestas chegava o momento de partir à descoberta da Reserva Natural de Paracas, de percorrer durante mais […]

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