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Jun-2017

Mola: a montanha onde se escondia o dragão de Sant Jordi

Catalunha, Espanha   /   Etiquetas:
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Quando várias pessoas te falam de um mesmo lugar, e bem, é porque vale mesmo a pena. E isso foi o que aconteceu com a montanha “La Mola”. Sempre que pedíamos recomendações de passeios a amigos que nasceram na Catalunha ou que por aqui vivem há vários anos, este nome acabava sempre por vir à conversa. A conclusão era óbvia: tínhamos que ir. E fomos.

Saímos de Barcelona um sábado de manhã (bem cedo para aproveitar ao máximo o dia) e percorremos os 50 quilómetros que nos separavam da nossa primeira paragem, o Centro de Informação de Coll d’Estenalles, onde deixaríamos o carro depois de uma viagem de quase uma hora pelas estradas catalãs. Abastecidos de água suficiente e com a informação necessária para percorrer o caminho que nos levaria até ao Mosteiro românico de Sant Llorenç de Munt, dávamos início a um agradável passeio pelo belo Parque Natural de Sant Llorenç del Munt i l’Obac.

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A montanha de La Mola, na Catalunha

A Mola é um lugar muito popular em toda a região da Catalunha, atraindo cada fim de semana a dezenas de locais e turistas. E nem os seus 1104 metros de altitude, que a convertem na montanha mais alta do Parque Natural de Sant Llorenç del Munt i l’Obac, constituem um impedimento para chegar ao seu ponto mais elevado, onde se encontra o famoso mosteiro que deu o seu nome ao parque e que hoje alberga um restaurante.

Além disso, ao redor desta construção medieval do século XI há vários espaços verdes, perfeitos para um piquenique com umas vistas de tirar o fôlego. Pelo que não surpreende a quantidade de gente que cada sábado e domingo escolhe este lugar para relaxar, depois de fazer um pouco de exercício e de percorrer algum dos diversos itinerários (de menor ou maior dificuldade dependendo do ponto de partida) que conduzem a este observatório privilegiado. Mas já voltaremos a falar sobre este ponto no momento da chegada, que vem mais tarde neste artigo.

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Caminhando entre rochedos e lendas de dragões

Com a silhueta distante das montanhas de Montserrat a acompanhar-nos quase em todo o percurso, à nossa direita, fomos sendo surpreendidos por paisagens rochosas e imponentes, que nos obrigaram a parar vezes sem conta, ora para a inevitável fotografia (não sendo assim, como o podíamos partilhar convosco?), ora para a simples contemplação. E é que o cenário envolvente convida a caminhar lentamente…

Foi um trajeto agradável. Em primeiro lugar porque fomos numa época em que ainda não havia muito calor (no mês de Abril), e depois porque há vários troços do caminho em que estás coberto por densa vegetação, o que se agradece profundamente nos meses mais quentes. Também há que dizer que a geografia do terreno ajuda bastante, já que há poucas subidas e as que existem são pouco pronunciadas.

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Cerca de duas horas depois de abandonar o centro de informação onde demos início a esta caminhada, já fazíamos um último esforço para concluir a subida final (a mais inclinada) deste percurso em direção ao mosteiro de Sant Llorenç de Munt.

mapa

Mas antes ainda passaríamos por um lugar muito especial: a gruta onde se escondeu o dragão que, de acordo com a lenda mais importante da Catalunha, foi abatido por São Jorge para salvar a filha do rei e toda a povoação, que ao ver-se ameaçada pela fera lhe deu quase toda a comida e os animais que tinham disponíveis. Quando já quase não havia esperança, apareceu este herói destemido que continua muito presente no imaginário dos catalães, dando mesmo origem ao dia mais especial desta comunidade: o dia de Sant Jordi. Manda a tradição que neste dia as mulheres recebam uma rosa (símbolo do sangue do dragão derrotado) e que os homens recebam um livro (neste caso já sem relação com a lenda).

A chegada ao Mosteiro de Sant Llorenç de Munt

Sem demasiado cansaço no corpo chegávamos ao nosso objetivo. E aí estava esse mosteiro medieval com quase dez séculos de existência e com tantas histórias para contar. Atualmente já não está habitado, como aconteceu até 1608, em que era o lar de um grupo de monges beneditinos. E também já não há rastros da devastação deixada pelas tropas de Napoleão, que no dia 30 de março de 1809 destruíram tudo o que tinham deixado os seus últimos habitantes. Foi reconstruído entre finais do século XIX e meados do século XX, respeitando a estrutura original.

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Hoje em dia é um restaurante, mas ainda merece uma visita, devido ao seu estado de conservação e principalmente pela sua localização estratégica, oferecendo umas vistas incríveis sobre os parques naturais circundantes. Só por isso já vale a pena o esforço.

E nós regressámos com uma sensação de enorme satisfação. Depois de um agradável piquenique rodeados pelas belas paisagens desta região da Catalunha, fazíamos o percurso inverso para encontrar novamente o lugar onde deixámos o carro e regressávamos a Barcelona.

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