08
Ago-2016

Itinerário de duas semanas por Marrocos

Marrocos   /   Etiquetas:

“Marrocos é como uma árvore com as raízes em África, mas cujas folhas respiram o ar europeu”.
Rei Hassan II

Porta de entrada à Medina de Fez

Bab Bou Jeoud ou Porta Azul – Fez, Marrocos

A cidade de Fez foi a nossa porta de entrada a Marrocos. A companhia aérea low cost Ryanair oferece voos diretos desde o principal aeroporto de Barcelona a esta cidade imperial que no passado também foi capital, e pareceu-nos que tínhamos que aproveitar a oportunidade. Depois de um voo de pouco mais de duas horas aterrávamos no Aeropuerto de Fez-Saïss e pela frente tínhamos duas semanas de viagem pelo país. E pretendíamos visitar várias cidades: Fez, Marrakech, passar pelo deserto em Merzouga e regressar ao Norte para passar uns dias na bela Chefchaouen. E assim foi. Aqui lhes deixamos um pequeno resumo da nossa viagem pelo país africano mais próximo da Europa!

DIAS 1, 2 e 3 – perdidos pela medina de fez

Não foi necessário dar muitos passos depois de sair do aeroporto para sentir os primeiros efeitos do choque cultural. Conseguir um táxi até ao centro de Fez já foi uma experiência a recordar, com o assédio dos taxistas e uma primeira tentativa de conseguir a melhor oferta a um preço razoável, dada a diversidade de propostas que ouvíamos ao nosso redor. Depois de uns minutos de indecisão e confusão mental (enquanto nos habituávamos ao idioma e à moeda local), lá escolhemos o veículo que nos levaria ao hotel, usando como único critério a cara (mais ou menos simpática) do motorista.

Mesquita em Fez, Marrocos

Minarete da Madraça Bu Inania – Fez, Marrocos

Já no centro de Fez ficámos surpreendidos com a sua incrível e labiríntica medina (a maior do mundo!), com a quantidade de gente que circula pelas suas ruas estreitas, com as cores, os sons e os aromas que habitam entre as suas paredes de barro. Por aqui ficaríamos apenas três dias. E ainda recém-chegados, já estávamos com pena por ter que partir… Mas Marrocos é muito mais e outras cidades espectaculares estavam por vir. Próxima etapa: Marrakech.

Dias 4, 5 e 6 – Uma explosão de sensações em marrakech

Para dizer a verdade, Marrakech era o principal objetivo desta viagem. E não nos decepcionou. Tudo o que imaginávamos estava aí, concentrado num único lugar que nos apaixonou à primeira vista: a Praça Djemaa el Fna. Encantadores de serpentes, cartomantes, curandeiros, músicos tradicionais bereberes, tatuadoras de henna, os aromas intensos a especiarias ou o som do “Adhan” (ou chamada para a oração que acontece cinco vezes por dia) proveniente das mesquitas circundantes… Estávamos completamente embriagados por estas sensações! E isto sem falar das cores e odores dos souks, por onde caminhámos uma e outra vez, sem nunca apresentar sinais de cansaço. Estávamos fascinados com a cidade!

Praça Djemaa el Fna

Praça Djemaa el Fna – Marrakech, Marrocos

Três dias depois chegava o momento de partir para uma outra aventura. Íamos cruzar o Atlas (em direção ao sul), e passaríamos uma noite entre as dunas do Deserto do Saara, com as estrelas como único telhado. Não podíamos esperar!

Dias 7, 9 e 9 – Excursão pelo Sul de Marrocos e noite no deserto

Para chegar ao deserto contratámos no hotel uma excursão de três dias a Merzouga, que incluía transporte, parte das refeições e duas noites de alojamento (uma delas numa tenda em pleno deserto), assim como o passeio em camelo para chegar ao acampamento. Por tudo isto pagámos cerca de 90€ (supostamente um preço especial para os hóspedes do hotel). E devemos dizer que valeu muito a pena!

deserto de Merzouga

Excursão em camelo pelo deserto de Merzouga, Marrocos

Pelo caminho visitámos a impressionante kasbah Aït-Ben-Haddou, onde se gravaram filmes como “Lawrence da Arábia”, “A Múmia” ou “Gladiador”, entre muitos outros, visitámos a Garganta do Todra, passeámos por Ouarzazate e acabámos a viagem em Merzouga, com o esperado passeio em camelo e uma noite inesquecível nas areias do Saara, com tajine, escorpiões e música tradicional berebere à mistura, debaixo do céu mais limpo e com menos contaminação lumínica que já pudemos observar. Obviamente uma grande parte da noite foi dedicada à observação de estrelas e às conversas filosóficas, e apenas uma pequena percentagem ao repouso na tenda… Uma experiência fantástica que não nos importaremos de repetir algum dia!

DIAS 10, 11 E 12 – na cidade azul de Chefchaouen

Antes de partir em direção a Chefchaouen, ainda tivemos que realizar uma pequena escala de algumas horas em Marrakech. A viagem para chegar a Tânger, no Norte do país, foi realizada durante a noite em comboio, em confortáveis carruagens couchette (compartimentos com camas). Uma opção que recomendamos a qualquer viajante, pelo preço (pagámos 35€ por pessoa), pela comodidade e pelo tempo que ganhas, já que na manhã do dia seguinte chegas a Tânger cheio de energia para mais um dia de exploração!

Chefchaouen, cidade azul de Marrocos

Chefchaouen, cidade azul de Marrocos

Nós já tínhamos o programa bem definido: em poucas horas estaríamos dentro de um autocarro rumo a Chefchaouen, a cidade azul de Marrocos, onde pretendíamos relaxar alguns dias antes de voltar a Barcelona. E foi uma fantástica decisão.

Localizada num pequeno vale entre montanhas, esta pequena cidade é um autêntico refúgio natural, totalmente distinta das agitadas cidades que tínhamos visitado antes, como Fez e Marrakech. E não é por acaso que a maioria dos seus habitantes são hippies provenientes da Europa, que aqui encontram a paz que tanto procuravam. A maioria dedica-se a gerir pequenos hostels e a organizar excursões pela montanha. E a tranquilidade que irradiam é contagiante!

DIA 13 – regresso a barcelona

Recarregadas as baterias em Chefchaouen, e depois de 13 dias à descoberta deste país de contrastes e paisagens tão distintas, regressávamos finalmente a Fez para apanhar o voo de regresso a casa. E voltámos com uma sensação de vazio, por tudo o que nos falta ver em Marrocos. E já temos o itinerário definido para a próxima viagem: Rabat, Casablanca e Eassaouira. Já lhes contaremos tudo!

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  1. 15 lugares a visitar em MarrakechRoadmoving /

    […] lhes contávamos num artigo anterior sobre a viagem a Marrocos, a nossa visita a Marrakech durou apenas três dias. Mas tivemos tempo suficiente para sentir a […]

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